Entre a pressa da cidade e o desejo de pausa, José Pellegrino lança o álbum “Antes do Sol Nascer”
- 11 de dez. de 2025
- 4 min de leitura
Atualizado: 28 de dez. de 2025
Pelo selo Base Company, o artista apresenta um trabalho construído ao longo de dez anos e marcado por reflexões sobre rotina, crítica social e reconexão consigo e com o mundo

Em um cenário em que a rotina se tornou acelerada, mecanizada e atravessada pelo digital, José Pellegrino apresenta “Antes do Sol Nascer”, seu novo álbum autoral que chega em todas as plataformas de música pelo selo Base Company. Construído a partir da sensação de viver em grandes cidades, o projeto traduz a mistura entre intensidade cotidiana e a busca urgente por algo mais verdadeiro.
“O álbum nasce de uma sensação muito presente na vida nas grandes cidades. Essa mistura de rotina intensa, mecanizada e digitalizada, junto de uma busca quase urgente por algo mais verdadeiro”, conta o artista.
O trabalho é composto por 9 canções autorais que exploram o desejo de reconexão com o mundo natural, com as pessoas e com a própria identidade, ao mesmo tempo em que tocam em críticas sociais e reflexões sobre o modo de vida contemporâneo. “É um álbum que convida a fazer uma pausa”, reflete o artista.
Confira o tracklist do álbum:
1 - Aquário 2 - Vento 3 - Vão 4 - Away From Home 5 - Elefante 6 - Varal 7 - Silêncio 8 - Filosofia 9 - Respiro
O processo de criação foi guiado por naturalidade e tempo. As faixas nasceram inicialmente no violão, em momentos íntimos e espontâneos. Antes do Sol Nascer reúne composições escritas ao longo de uma década. “O álbum é um compilado de músicas escritas ao longo de dez anos. Algumas têm um ano de vida, outras têm dez”, completa ele.
A produção foi conduzida por Guilherme Chipapetta e Gustavo Siqueira, e ganhou camadas essenciais com a participação de Cintia Pereira, responsável por aberturas de voz, piano e acordeom. “Fiquei muito feliz com o resultado”, afirma José.
Com sonoridade que mistura folk e elementos suaves da música alternativa, o álbum mantém voz e violão como base, enquanto banjo, segundo violão, acordeom, piano e arranjos vocais ampliam o clima emocional. “Vejo este trabalho como melancólico, mas não triste. Ele convida à reflexão e, ao mesmo tempo, é confortante e esperançoso”, resume o artista.
José vive o lançamento com entusiasmo. “A expectativa está alta, mas de um jeito bom. É emocionante pensar em dividir esse trabalho com outras pessoas”, diz. Para ele, o álbum pode se conectar com quem também busca o que a música propõe. “Sinto que essas músicas podem encontrar aqueles que estão vivendo esse ritmo acelerado e procuram algum tipo de respiro”, finaliza.
Sobre José Pellegrino:
José Pellegrino, cantor e compositor paulistano, encontrou na música um caminho que o acompanha desde a infância. Criado em um ambiente repleto de discos e conversas sobre arte, cresceu ouvindo nomes como Sublime, Bob Marley, Red Hot Chili Peppers e Rush, trilha sonora que despertou nele a curiosidade por melodias, letras e sensações. O primeiro contato logo se expandiu para a escola, onde conheceu amigos que se tornaram parte fundamental de sua trajetória musical. Com eles, começou a tocar, compor e experimentar instrumentos como violão e bateria, dando início às suas primeiras criações autorais.
Mesmo construindo também uma carreira na área da pedagogia, José sempre soube que a música ocupava um espaço essencial em sua vida. Da adolescência ao começo da vida adulta, viveu uma fase marcante como integrante de sua primeira banda, na qual atuou como vocalista, baterista, guitarrista e compositor. Fez shows em diferentes casas de São Paulo, como Tribe House, Jack Black, Carioca Club, Hangar 110, e Novo Aeon, e participou de festival de rua em Aldeia da Serra.
Hoje em carreira autoral, desenvolve um projeto de folk contemporâneo marcado por uma sonoridade intimista, voz e violão, melodias melancólicas e letras que combinam crítica social, sensibilidade e busca por autenticidade. Suas principais influências incluem Dallas Green (City and Colour), Evan Stephens Hall, John Denver, Bob Dylan e Neil Young, entre outros. Na música brasileira, carrega referências de Belchior, Milton Nascimento, Djavan, Novos Baianos, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Jorge Ben Jor, nomes que ecoam em sua construção lírica e em seu olhar atento para o cotidiano, a espiritualidade e as relações humanas.
Com um processo artístico pautado pela honestidade e pela calma, José Pellegrino sonha em construir um público que se conecte genuinamente com sua música, ainda que de forma íntima e gradual. Seu maior desejo é lançar obras consistentes, sensíveis e coerentes com sua identidade, permitindo que seu trabalho encontre seu próprio caminho.
Em sua nova fase, o artista inicia uma parceria com o selo Base Company, que passa a acompanhar seus próximos lançamentos e a fortalecer a construção de sua carreira. Os próximos meses marcam a chegada de seu primeiro álbum, um projeto que reflete sobre rotina, vida urbana em São Paulo, natureza e a procura por algo mais real em meio ao caos moderno. Esse lançamento abre as portas para uma etapa de expansão cuidadosa, em busca de conectar sua música a novas pessoas, novos lugares e novas possibilidades.




Comentários